Quais as principais indicações para a Simpatectomia?
Como foi explicado, a principal situação em que a simpatectomia costuma ser indicada é diante de casos de hiperidrose. Para além dessa condição, porém, o procedimento pode ser considerado para as seguintes demandas:
- Síndrome de Raynaud: É uma condição na qual ocorrem episódios de constrição dos vasos sanguíneos, geralmente nas extremidades, como dedos das mãos e dos pés, orelhas e nariz. Em casos graves e refratários ao tratamento medicamentoso, a cirurgia pode ser considerada.
- Dor neuropática: A dor neuropática é causada por danos ou disfunções no sistema nervoso, especialmente nos nervos periféricos. A simpatectomia pode ser considerada para o tratamento em casos selecionados. No entanto, ela não é frequentemente indicada.
Como é feita a Simpatectomia?
Avaliação clínica e exames pré-operatórios
Antes de realizar a simpatectomia, uma avaliação clínica completa será realizada para determinar a adequação do paciente para o procedimento. Isso pode incluir revisão do histórico médico, exame físico e realização de exames complementares, como radiografias, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, para avaliar a localização e extensão do problema.
Discussão dos riscos e benefícios com o paciente
É essencial que o médico discuta em detalhes os riscos e benefícios do procedimento com o paciente antes da simpatectomia. Isso permite que o indivíduo esteja ciente dos possíveis resultados e complicações associadas à cirurgia.
Acesso cirúrgico e abordagem
A simpatectomia pode ser realizada através de diferentes abordagens cirúrgicas, dependendo da localização dos gânglios simpáticos a serem interrompidos. As abordagens mais comuns incluem:
- Toracoscopia: Nessa técnica minimamente invasiva, são feitas pequenas incisões na parede torácica, por onde são inseridos instrumentos cirúrgicos e uma câmera. O cirurgião utiliza a câmera para visualizar o interior do tórax e realiza a simpatectomia com o auxílio dos instrumentos.
- Abordagem aberta: Nesse caso, é feita uma incisão maior na parede torácica para acessar os gânglios simpáticos. Essa abordagem pode ser necessária em casos mais complexos ou quando há a necessidade de intervenções adicionais.
A escolha da técnica utilizada dependerá das características específicas do caso e da experiência do cirurgião.