A hérnia diafragmática ocorre quando parte dos órgãos abdominais se desloca para a cavidade torácica devido a uma falha no diafragma, o músculo que separa o tórax do abdômen. Essa condição pode ser congênita ou adquirida, e em muitos casos, a Cirurgia de Hérnia Diafragmática é necessária para restaurar a anatomia e a função do diafragma.

Com o avanço das técnicas cirúrgicas, o tratamento tornou-se mais seguro e eficaz, permitindo uma recuperação mais rápida. Neste artigo, vamos explicar o que é a hérnia diafragmática, quando a cirurgia é indicada e como funciona o procedimento.

O que é a hérnia diafragmática e como ela afeta a saúde?

A hérnia diafragmática é um defeito no músculo do diafragma que permite a passagem de órgãos abdominais para a cavidade torácica. Esse deslocamento pode comprimir os pulmões e o coração, comprometendo a respiração e a digestão.

Diferença entre hérnia diafragmática congênita e adquirida

A condição pode se manifestar de duas formas:

  • Hérnia diafragmática congênita: presente desde o nascimento, ocorre devido a um defeito no desenvolvimento do diafragma do bebê durante a gestação. Em muitos casos, exige correção cirúrgica imediata.
  • Hérnia diafragmática adquirida: surge ao longo da vida, geralmente após traumas, cirurgias ou devido ao enfraquecimento da musculatura diafragmática com o envelhecimento.

Impactos da condição na respiração e digestão

Os sintomas e complicações da hérnia diafragmática variam conforme o tamanho e a localização do defeito. Entre os principais impactos na saúde estão:

  • Comprometimento respiratório: compressão pulmonar que pode levar a dificuldades para respirar e baixa oxigenação do sangue.
  • Refluxo gastroesofágico: deslocamento do estômago que pode causar azia, dor torácica e dificuldade para engolir.
  • Risco de complicações graves: em casos mais severos, pode haver sofrimento respiratório intenso ou torção dos órgãos herniados, necessitando de cirurgia de emergência.

Quando a Cirurgia de Hérnia Diafragmática é indicada?

Nem todos os casos exigem cirurgia imediata, mas em situações graves, a intervenção é fundamental para evitar complicações.

Casos em recém-nascidos: urgência cirúrgica em bebês

A hérnia diafragmática congênita pode ser detectada ainda na gestação e, após o nascimento, bebês com quadro grave precisam de ventilação mecânica e suporte intensivo antes da cirurgia. O procedimento é realizado assim que a condição clínica do recém-nascido permite, geralmente nos primeiros dias de vida.

Quando adultos precisam de cirurgia para hérnia diafragmática?

Nos adultos, a CIRURGIA DE HÉRNIA DIAFRAGMÁTICA é indicada quando o quadro causa sintomas como:

  • Falta de ar constante ou cansaço excessivo;
  • Dores abdominais e refluxo frequente;
  • Compressão do pulmão, prejudicando a função respiratória;
  • Episódios de encarceramento de órgãos na cavidade torácica.

Hérnia diafragmática assintomática: sempre precisa de cirurgia?

Se a hérnia diafragmática for pequena e não estiver causando sintomas, o paciente pode ser apenas monitorado com exames regulares. No entanto, o risco de complicações futuras deve ser avaliado pelo cirurgião torácico para decidir a melhor conduta.

Como funciona a Cirurgia para Hérnia Diafragmática?

A cirurgia de hérnia diafragmática visa reposicionar os órgãos na cavidade abdominal e reparar a abertura no diafragma, restaurando a anatomia e prevenindo complicações.

Cirurgia minimamente invasiva (laparoscopia) x cirurgia aberta

A escolha do tipo de cirurgia depende do tamanho da hérnia e do quadro clínico do paciente:

  • Cirurgia minimamente invasiva (laparoscópica ou robótica): feita por pequenas incisões, com menor tempo de recuperação e menos dor pós-operatória.
  • Cirurgia aberta: indicada para casos mais complexos ou de grande volume, onde o acesso ampliado é necessário para corrigir a deformidade.

Como é feita a correção do diafragma?

A correção pode ser realizada com:

  • Sutura primária: fechamento direto do defeito quando o músculo ainda tem boa resistência.
  • Uso de tela sintética: em casos de grandes aberturas, uma prótese é usada para reforçar o diafragma.

A técnica escolhida depende da gravidade do caso e das condições do paciente.

Pós-operatório e recuperação da Cirurgia de Hérnia Diafragmática

A recuperação da “cirurgia de hérnia diafragmática” varia conforme a complexidade do procedimento, mas a maioria dos pacientes retorna às atividades normais dentro de algumas semanas.

Tempo médio de recuperação e retorno às atividades

A recuperação da cirurgia torácica para hérnia diafragmática demanda:

  • Internação de 2 a 5 dias, dependendo da abordagem cirúrgica;
  • Retorno a atividades leves em 2 a 3 semanas;
  • Esforços físicos intensos devem ser evitados por pelo menos 2 meses.

Alimentação após a cirurgia: o que pode e o que evitar?

Nos primeiros dias, a dieta deve ser leve e de fácil digestão, evitando alimentos que possam gerar refluxo ou inchaço abdominal. Recomenda-se:

  • Evitar: comidas gordurosas, bebidas gaseificadas e alimentos ácidos.
  • Preferir: refeições leves, ricas em proteínas e fibras, para auxiliar na cicatrização.

A importância do acompanhamento médico após o procedimento

Após a cirurgia, o acompanhamento com o cirurgião torácico é essencial para garantir a recuperação adequada da cirurgia torácica e prevenir recidivas. Exames de controle podem ser solicitados para avaliar a adaptação do diafragma e a função pulmonar.

Cirurgia de Hérnia Diafragmática em bebês e adultos: quais as diferenças?

A principal diferença entre os procedimentos em bebês e adultos está na complexidade e no momento da intervenção.

  • Em bebês: a cirurgia é uma urgência neonatal, e o pós-operatório exige suporte intensivo.
  • Em adultos: a abordagem pode ser planejada, permitindo uma recuperação mais controlada e segura.

Ambos os casos exigem acompanhamento especializado para evitar complicações a longo prazo.

Agende sua consulta para avaliação da hérnia diafragmática

Se você foi diagnosticado com hérnia diafragmática ou tem sintomas como falta de ar e refluxo frequente, é fundamental procurar um cirurgião torácico para avaliação.

A Cirurgia de Hérnia Diafragmática pode ser a melhor solução para restaurar sua qualidade de vida e prevenir complicações futuras. Agende uma consulta com o Dr. Eudes Carvalho e tire todas as suas dúvidas sobre o tratamento mais adequado para o seu caso.

Perguntas Frequentes

Embora a cirurgia seja altamente eficaz, existe um pequeno risco de recidiva, especialmente em casos mais complexos ou quando o reparo é feito com sutura primária. O uso de telas sintéticas para reforço do diafragma reduz significativamente as chances de recorrência. O acompanhamento médico regular é essencial para monitorar a recuperação.

Nem todas as hérnias diafragmáticas exigem cirurgia imediata, mas os seguintes sintomas podem indicar a necessidade do procedimento:

  • Falta de ar persistente ou dificuldade para respirar;
  • Refluxo gastroesofágico intenso e resistente a medicamentos;
  • Dores abdominais frequentes e sensação de inchaço;
  • Episódios de obstrução ou encarceramento de órgãos na cavidade torácica.

Caso apresente esses sinais, procure um cirurgião torácico para avaliação.

Se não for corrigida, a hérnia diafragmática pode piorar ao longo do tempo, levando a complicações graves, como:

  • Compressão pulmonar progressiva, dificultando a respiração;
  • Aumento do refluxo e risco de esofagite grave;
  • Encarceramento de órgãos, podendo causar obstrução intestinal e necrose.

Nos recém-nascidos, a falta de tratamento imediato pode comprometer o desenvolvimento pulmonar e aumentar a mortalidade neonatal.

O tempo de internação varia conforme a abordagem cirúrgica e a recuperação do paciente:

  • Cirurgia minimamente invasiva (laparoscopia/robótica): de 2 a 4 dias;
  • Cirurgia aberta: de 4 a 7 dias, dependendo da complexidade do caso.

Recém-nascidos com hérnia diafragmática congênita podem precisar de internação prolongada em UTI neonatal.

As taxas de sucesso são altas, especialmente quando a cirurgia é realizada por um especialista experiente. Em adultos, a taxa de recuperação completa ultrapassa 90%, com significativa melhora dos sintomas. Nos recém-nascidos, o sucesso depende da gravidade da condição e dos cuidados intensivos antes e após o procedimento.

Para garantir um tratamento seguro e eficaz, escolha um cirurgião torácico com experiência em cirurgia minimamente invasiva e reconstrução do diafragma. Avalie a formação do médico, sua experiência com casos semelhantes e a estrutura hospitalar onde o procedimento será realizado.

Após a cirurgia, é essencial seguir algumas recomendações para garantir uma recuperação tranquila:

  • Evitar esforços físicos intensos por pelo menos 2 meses;
  • Manter uma alimentação equilibrada e evitar alimentos que possam causar refluxo;
  • Realizar acompanhamento médico regular para monitorar a cicatrização;
  • Adotar uma postura adequada ao sentar e deitar para evitar pressão no diafragma.

A forma congênita da hérnia diafragmática não pode ser evitada, pois está relacionada ao desenvolvimento fetal. Já a adquirida pode ser prevenida com cuidados como:

  • Evitar impactos traumáticos na região abdominal;
  • Tratar adequadamente problemas gastrointestinais, como refluxo crônico;
  • Manter um peso saudável para reduzir a pressão sobre o diafragma.