O Pectus é uma deformidade da parede torácica que pode afetar tanto a estética quanto a saúde respiratória e cardíaca. Embora muitas pessoas convivam com essa condição sem grandes impactos, em alguns casos a correção cirúrgica é necessária. Com os avanços da cirurgia torácica para a correção de deformidades congênitas, especialmente as técnicas minimamente invasivas, as opções de tratamento são definidas conforme avaliação individual. Neste artigo, explicamos os principais pontos sobre o pectus, suas variações, quando operar e como funciona a recuperação.

O que é Pectus e quais são os tipos de deformidades torácicas?

As deformidades torácicas congênitas afetam a estrutura da parede torácica e podem causar alterações estéticas e funcionais. O “pectus” pode ser classificado em dois principais tipos:

Pectus excavatum: causas e impactos na saúde

O pectus excavatum é a deformidade mais comum e se caracteriza por um afundamento do esterno e das costelas, formando uma depressão no centro do tórax. Suas causas incluem fatores genéticos e alterações no crescimento das cartilagens costais.

Embora muitos pacientes convivam com a condição sem complicações, em casos moderados e graves, o pectus excavatum pode causar:

  • Compressão pulmonar, levando a dificuldade respiratória;
  • Redução da capacidade aeróbica, afetando o desempenho físico;
  • Alterações cardíacas, como deslocamento do coração e arritmias;
  • Impacto na autoestima e qualidade de vida do paciente.

Pectus carinatum: como a deformidade afeta o paciente

O pectus carinatum, também chamado de “peito de pombo”, é caracterizado pelo crescimento anormal das cartilagens costais, resultando em uma protuberância no tórax. Embora seja menos comum que o excavatum, pode causar desconforto estético e físico.

Entre os impactos do pectus carinatum estão:

  • Dores torácicas em alguns casos;
  • Alterações posturais devido à deformidade óssea;
  • Problemas respiratórios leves em deformidades mais acentuadas;
  • Questões emocionais ligadas à aparência do tórax.

Diagnóstico e exames essenciais

O diagnóstico do PECTUS é clínico, feito por um cirurgião torácico. Exames complementares podem ser solicitados para avaliar o impacto da deformidade na função pulmonar e cardíaca, incluindo:

  • Tomografia computadorizada do tórax para análise estrutural;
  • Ecocardiograma para avaliar possíveis compressões no coração;
  • Teste de função pulmonar para medir a capacidade respiratória.

Esses exames são fundamentais para determinar a necessidade e o tipo de tratamento mais adequado.

Quando a cirurgia para correção de Pectus é necessária?

Nem todas as deformidades torácicas exigem cirurgia, mas em alguns casos, a correção pode ser recomendada, com o objetivo de melhorar a função respiratória e cardíaca ou reduzir o impacto estético significativo.

Deformidades leves x moderadas x graves: quando operar?

A indicação cirúrgica depende do grau da deformidade:

  • Leve: geralmente não requer cirurgia, podendo ser tratada com fisioterapia ou órtese torácica (no caso do pectus carinatum).
  • Moderada: avaliação detalhada para entender o impacto na função pulmonar e cardiovascular.
  • Grave: a cirurgia pode ser recomendada, conforme avaliação médica, com o objetivo de corrigir a deformidade e evitar complicações a longo prazo.

Sintomas respiratórios e cardíacos associados ao Pectus

Nos casos mais severos, o pectus pode comprometer a respiração e a circulação sanguínea. Os sintomas incluem:

  • Falta de ar frequente, mesmo em atividades leves;
  • Fadiga excessiva durante exercícios físicos;
  • Palpitações ou alterações nos batimentos cardíacos;
  • Sensação de opressão no peito.

Se esses sintomas estiverem presentes, a cirurgia pode ser uma opção indicada para melhorar a qualidade de vida do paciente, conforme avaliação do caso.

Como funciona a cirurgia para correção de Pectus?

A cirurgia para pectus excavatum é realizada, na maioria dos casos, pela técnica de Nuss, que consiste na inserção de uma barra metálica no tórax para reposicionar o esterno e corrigir a deformidade. O procedimento é minimamente invasivo e a barra permanece no local por aproximadamente três anos.

Já no pectus carinatum, a cirurgia envolve a ressecção das cartilagens deformadas, com o objetivo de corrigir o formato do tórax.

Entre as abordagens disponíveis está a cirurgia torácica robótica, que pode ser considerada conforme a indicação de cada caso.

Pós-operatório e recuperação da cirurgia de Pectus

A recuperação da cirurgia torácica de pectus varia conforme o método utilizado, mas geralmente envolve um período de repouso e cuidados específicos.

Tempo médio de recuperação e retorno às atividades

  • Internação hospitalar de 3 a 5 dias, dependendo do caso;
  • Retorno às atividades leves após 2 a 3 semanas;
  • Evitar exercícios intensos e impactos no tórax por pelo menos 3 meses.

Fisioterapia e exercícios pós-cirurgia: por que são importantes?

A fisioterapia respiratória desempenha um papel fundamental na recuperação, ajudando a expandir os pulmões e reduzir dores no pós-operatório de cirurgia torácica. Além disso, exercícios de reabilitação torácica auxiliam na adaptação do novo formato da caixa torácica.

O acompanhamento médico é essencial para avaliar a recuperação e orientar o retorno do paciente à rotina com segurança.

Pectus em crianças e adultos: quando a cirurgia é indicada?

A correção cirúrgica do pectus pode ser realizada tanto em crianças quanto em adultos, mas a indicação pode variar conforme a idade.

  • Em crianças e adolescentes: a indicação costuma ser avaliada antes do fechamento completo das cartilagens, quando a caixa torácica ainda está em crescimento.
  • Em adultos: a correção também pode ser feita, mas o osso já está mais rígido, o que pode exigir abordagens cirúrgicas específicas.

A decisão sobre o momento da cirurgia deve ser feita com base em exames clínicos e no impacto da deformidade na vida do paciente.

Agende uma consulta para avaliação do seu caso

Se você tem pectus excavatum ou carinatum e deseja entender melhor as opções de tratamento, é importante conversar com um cirurgião torácico, como o Dr. Eudes Carvalho (MÉDICO, CRM-DF 25157, Cirurgia Torácica, RQE 21644).

Conforme cada caso, a correção do Pectus pode ter como objetivo aspectos estéticos e funcionais, incluindo a saúde respiratória e cardíaca e a qualidade de vida. Entre em contato e saiba mais sobre a cirurgia para Pectus e as possibilidades de tratamento indicadas para o seu caso.

Perguntas Frequentes

Em casos mais graves de pectus excavatum, onde há compressão pulmonar ou deslocamento do coração, a cirurgia pode contribuir para a melhora da função respiratória e cardíaca, conforme avaliação individual. O procedimento reposiciona o esterno, com o objetivo de liberar espaço para os pulmões e reduzir a pressão sobre o coração.

A cirurgia pode ser realizada em qualquer idade, e a indicação é avaliada caso a caso. Em crianças e adolescentes, a caixa torácica ainda está em crescimento, o que entra na decisão sobre o momento do procedimento. Em adultos, o procedimento também pode ser realizado, mas pode exigir abordagens cirúrgicas específicas devido à rigidez óssea.

Depende da avaliação de cada caso. Tanto a técnica de Nuss (utilizada para pectus excavatum) quanto a cirurgia para pectus carinatum têm como objetivo a correção da deformidade, conforme planejamento cirúrgico individual. No caso do método de Nuss, a barra metálica implantada no tórax permanece por cerca de três anos, para que a nova estrutura óssea se consolide antes da remoção.

A recuperação inicial leva cerca de 2 a 3 semanas, mas o tempo total pode variar conforme o tipo de procedimento. Para atividades físicas mais intensas, o período de resguardo costuma ser de 3 a 6 meses, dependendo da orientação médica e da resposta do paciente ao pós-operatório.

Não. A técnica de Nuss é a mais utilizada para pectus excavatum, especialmente em jovens. Em casos mais severos ou em adultos, pode ser necessário um procedimento mais complexo, como a técnica de Ravitch, que envolve a ressecção de cartilagens e a remodelação do esterno.

Sim. Em muitos casos, principalmente no pectus excavatum, a deformidade pode progredir na adolescência e na fase adulta, aumentando os impactos respiratórios e cardíacos. No pectus carinatum, a progressão pode gerar desconforto estético e postural.

A técnica de Nuss é minimamente invasiva e deixa apenas pequenas cicatrizes laterais, que podem ser discretas com o tempo. Já a cirurgia para pectus carinatum, dependendo da abordagem utilizada, pode deixar uma cicatriz central, mas há métodos para minimizar sua aparência.

Em alguns casos de pectus carinatum leve a moderado, o tratamento pode ser feito sem cirurgia, utilizando órteses torácicas que aplicam pressão para corrigir a deformidade ao longo do tempo. Já no pectus excavatum, a órtese tem indicação limitada e, nos casos sintomáticos, a cirurgia pode ser a opção indicada, conforme avaliação médica do caso.